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1- ALONGAMENTO ÓSSEO

Alongamento é um método desenvolvido pelo médico russo Abrawovich Ilizarov em 1950. Esse método baseia-se no ritmo, periodicidade, estabilidade e preservação dos tecidos moles.

É utilizado para correção de dismetrias dos membros superiores e inferiores, causadas por traumatismos, infecções ou tumores, doença adquiridas, nanismo, acondroplásicos, baixa estatura e outras.

A indicação para correção cirúrgica é em dismetrias maiores que cinco centímetro nos membros superiores e três centímetros nos inferiores, determinadas por causas já anteriormente citadas.

O início do tratamento deve ser o mais precoce possível, pois crianças com grandes discrepâncias, deverão ser submetidas a várias etapas de tratamento até o término do seu crescimento, alem do que, o poder de regeneração ósseo na criança é bem maior que no adulto.

É melhor fazer várias fases de alongamentos menores, mantendo a função do membro, do que em um tratamento único, lento, podendo aumentar o número de complicações, sobretudo, articulares.
A avaliação psicológica do paciente e da família é de fundamental importância para o bom desenvolvimento do tratamento.


Como Alongar ?

Existem algumas maneiras de se promover o alongamento ósseo. Dentre elas, fixadores unilaterais, circulares e a associação de fixador externo unilateral + haste intramedular (é usado o fixador externo para promover o alongamento, e assim que o mesmo tenha se concluído, retira-se o fixador, permanecendo somente a haste bloqueada dentro do osso, até que ocorra a consolidação do regenerado (osso neo formado)). Com a haste intramedular cambiável, ela por si só promove o alongamento, porém, há ainda dificuldade no controle do ritmo e quantidade a ser alongada.


Complicações:

As complicações pós-operatórias, quando presentes, são caracterizadas basicamente por infecção superficial da pele em contato com os pinos, edema do membro, dificuldade na formação do regenerado ósseo e limitação da amplitude de movimentos das articulações adjacentes ao osso alongado.

O bom conhecimento, experiência no uso do método, domínio da técnica cirúrgica e acompanhamento pós operatório constante, minimizam bastante a incidência e evolução dessas complicações.


2-TRANSPORTE ÓSSEO

Método utilizado quando se adquiri uma falha óssea, sendo mais comum por sequelas de trauma, infecções ósseas(osteomielite) e tumores.

Monta-se o fixador externo no membro acometido, realiza a corticotomia (corte do osso) promovendo transporte do osso corticotomizado em direção à falha óssea, preenchendo a mesma. E com formação de osso regenerado no local onde for feita a distração (osteogênese por distração).

O transporte é iniciado com quinze dias após a cirurgia, devendo permanecer até o preenchimento total da falha óssea, no ritmo de 1mm/dia. Após o término do transporte, coloca-se enxerto ósseo no local onde houve contato do osso transportado (docking site) e aguarda-se a consolidação do regenerado para retirada do aparelho.

Durante esse período, pode-se fazer carga total sobre o aparelho, sem auxílio de muletas, podendo levar uma vida bem próxima do normal.


3 - CORREÇÃO DE DEFORMIDADE DOS MEMBROS

As deformidades ósseas nos membros superiores e sobretudo nos inferiores, além de serem esteticamente desagradáveis, levam a danos irreparáveis para as articulações (por descarga desigual de peso) e coluna vertebral, portanto devem ser corrigidas após estudos detalhados, planejamento pré-operatório bem feito, levando-se em consideração o problema como um todo, a mensuração de seu eixo anatômico e mecânico, se há necessidade de alongamento concomitante ou não.

Essa correção é feita com fixador externo, utilizando dobradiças na convexidade e motores de distração na concavidade da deformidade.